CANTAR AO AMOR QUE PASSA

Adela Figueroa Panisse
Nom irei esta tarde ver o sol
Se deitar-re trás do outeiro,
nem irei amanhã pola fresquinha,
do abrente,

procurar o teu passo ligeiro.
Nom me chames pola manhancinha
quando o sol ainda é tão pequeno
por que quero sentir o teu sono
aquecendo o meu leito.
Nom irei ver o sol
nem irei polo vento .
Nom quero sair á noitinha
quando as sombras ainda metem medo.
Nom irei , meu bem,polos regos
d’água, dos teus olhos pretos.
Caminhar hei sozinha
cara o longe
até onde o rio beija o oceano.
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