OS APELIDOS DE SADA – II

José-Mª Monterroso Devesa
MEA CULPA

Nada mais ver publicada a primeira parte deste traballo, caimos na conta de que, entre os apelidos patronímicos de Sada nom incluíramos SUÁREZ, grande pecado se pensarmos que esta revista é o vozeiro da A. C. Irmáns Suárez
Picallo (¡). Começamos, pois, esclarecendo que SUÁREZ (galego-português SOARES, procedente do nome Soeiro) provém de Suero, nomepretendidamente euskera.



Dito isto, sigamos dizendo que, posteriormente, na nossa base de dados (que é o listado telefónico de 1999, embora as proverbiais carências destas listagens, umha fonte muito útil, como que suficientemente indicativa), aparecem outros apelidos patronímicos, próprios e alheios, dos que apenas damos agora umha cativa mostra, sem examiná-los como devéramos, dado que outra é a área que focaremos hoje e tamém por nom prolongarmos indevidamente tal aspecto dum quadro intrincado e extenso de por si.

Velaí, daquela, a mostra: Alejandro/ Alejandre, Amador, Andrés, Aparicio/ Aparisi (catalám), Benito, Blas, Blasco, Clemente, Delfín, Giao (castelhano: Julián), Giovanni (Joám itálico), Gonzalo, Guillén/ Guillán (Guilherme, quando menos aquele, o catalám Guillem), Juan, Lucas, Luis, Marco/
Marcos, Martico (Martiko, diminutivo euskera de Martinho), Mateos (sic), Matías… todos do grupo que já denominamos apelidos de nome. E os Arias, Beltrán, Lorente, Mesías (deformaçom de Macías, a nossa versom arcaica de Matías), Senín (Senén), todos maiormente antigos.

Assi como os Beneítez (de Benedicto), Fagúndez (de Facundo), Felípez, Gonsalves (Gonçalves), Miguéns (Miguéz), Muñiz, Muñoz e Núñez (todos três emparentados), ou Ozores
(Ossórez, de Ossório, nome de pia arcaico tamém subsistente como apelido), Ruiz (apócope de Rodríguez) e o composto Ruipérez, Sáinz (como Sáenz)… E mais os do grupo do santoral católico: Sancosmed ou Sanmamed, etc., etc.

Ora, imaginade que se isto nos acontecéu cos patronímicos que som, a fin de contas, minoria no conjunto dos apelidos todos, o que passará co resto de apelativos de Sada e a sua contorna, dos que apenas faremos umha análise parcial e somera, a começar polos de origem forânea, que é o tema das presentes linhas.


COMO CIDADE DE LAZER QUE TAMÉM É… (Os apelidos forâneos)

Por esperável que fosse, nom deixa de surpreender- nos a quantidade de apelidos de origem forânea que em Sada se dam, bem por ser residência predilecta de muita gente, bem por ser enclave comercial de naturais de toda Espanha. É que, matizando, mais umha volta dizemos que o tópico Galiza-país de emigrantes se debe simultanear co de Galiza-país de imigrantes… bem que seja em diferente porcentagem. E isto, sem dúvida, ve-se agudiçado nas zonas costeiras, aonde antano e por milénios, arribarom e invadirom povos de toda caste e nos últimos séculos, menos agressivamente, baixo o disfarce de modernos colonizadores (cataláns, bascos, etc..). Tamém dá para cavilar quantos destes já nom residirám e quantos outros se incorporariam com posterioridade a esse 1999, dado o dinamismo demográfico próprio da condiçom humana.

Além de nomes de família (denominaçom mais ajeitada dos apelidos) que cantam, pola sua fasquia, a sua estrangeiridade (tales os Benett, Lewicky, Miller -moinheiro-, Munch, Nasziger, Paul -Paulo-, Smith -ferreiro-, Tie ou Ullrich –Ulrico- européus e tantos concretamente itálicos como Balestrini, Bozzo, Casabona, Marchini, Mengotti -suíço- ou Pizzi; ou franceses tales Avrillon -do famoso fotógrafo corunhês-, Dumont (do Monte), Giraut (o nosso Giraldo), Lesquereux ou Lisnier)…

…hai-nos de aspecto peninsular, o que se delata principalmente quando de apelidos toponímicos 

(nascidos de nomes de vilas) se trata, assi: os castelhanos Alcaraz, Arévalo, Barahona, Belmonte, Frías, Hornillos, Illescas, Melgar, Membrilla, Mena, Olmedo, Pozuelo, Quintanilla, Robledo, Segovia, Tejada, Valdivieso, Villada, Villagómez, Villalón ou Villalta –castelhanos pola língua e todos enclaves geográficos nas regions de ambas Castelas e Leom-; ou os especificamente leoneses Barbadillo, Benavides, Dueñas, Jabares, (de) León, Requejo ou Valdueza…

…Ou os andaluzes Andújar, Cabezas, Estepa, Jerez, Linares (se nom foi antes o galego Linhares, como acontecéu cos nossos Linares- Rivas), Montoro, Ojén, Palomares, Sevilla, Villaverde ou Zubía…; ou os riojanos Herce ou Viguera; ou os aragoneses Albalate, Albarracín, Calatayud, Monzón…; ou mesmo os astures Entralgo, Lastres, Noriega, Pereda (peraleda, conjunto de pereiras), Prendes, Salas ou Zardain;
ou os cántabros Cubillas, Olea, De Paz (De Pas?)/Valledepaz (Pas), Serna (par do astur Sienra e do galego Senra)…; ou os estremenhos Almaraz, Casar, Gasco, Llerena, Orellana,
Quintana ou Yuste…

…Ou os de vária ubicaçom como Arenas, Manzanares, Medina, Molina, Mora, Oliva, Palma, Pradilla, Pueyo, Rueda, Salinas, Solares, Valverde, Villanueva (topónimos que se repitem em diversos pontos da geografia espanhola); ou já os doutras línguas, como os cataláns Blanes, Castelló e Plana (valencianos), Pineda, Ripoll, Sagarra (Segarra) ou Villareal (Vila Real); ou os navarros Aranguren, Arellano, Aristegui, Arribe, Azpilcueta, Ezcurra, Mezquiriz ou Ureta, mais os Somorrostro e Tudela (estes aparentemente non euskeras de língua); ou os inconfundíveis euskeras Bengoechea, Durango, Larrea, Moreta, Murga, Oñate, Orozco, Urresti, Vizcaya…

…Sem deixarmos de lado os gentilícios desta variada origem, tamém funcionando como apelidos: Bejerano (que supomos Vejerano, de Vejer-Andaluzia, ou, se cadra, um desfigurado Bejarano, de Béjar-Salamanca), Cordobés, Navarro, Vizcaíno ou Zamorano…


VELAÍ OUTRAS PALAVRAS DE FORA

Palavras som, em definitiva, estes apelidos que nos ocupam. Palavras que outras línguas inventarom, que outros povos criarom. Assi, temos aquí alguns astures típicos como Argüelles, Cueto (o nosso Couto), Polo, Redruello, Tuero, Vigil, Del Valle ou Vallina (“valle pequeña”: este vocábulo tivo dous géneros, tanto em espanhol quanto em galego-português)… 

…Ou, já falando doutras línguas: os cataláns Agulló, Dalmao/Dalmau, Espases (espadas), Fenollosa, Ferrer (ferreiro), Gelpí, Masriera, Pou, Puig, Roig, Romeu, Roquer, Rosell…; ou os bascos muito numerosos: Albistegui, Azpiazu, Beristaín, Beloqui, Echevarri e Etchevers (ambos significando casa nova, o último em versom afrancesada, o primeiro deturpado, o correcto: Etxeberria), Ganchegui, Gandasegui, Irigoyen, Ochoa (lobo), Uriarte, Uribe, Urquidi, Urresti… (evitamos dar a versom em euskera actual por nom prolongarmos estas linhas).

Cos apelidos castelhanos nom toponímicos, nunca teremos certezas, dado que um númeroimportante deles som simples adaptaçom dos galegos (veja-se o dito na primeira parte, na Areal anterior, a respecto dos patronímicos, e agora os Montero ou Otero, protótipo dos galegos castelhanizados), mas igual os traemos aquí.

No grupo dos apelidos chamados sociais (de ofícios ou profissons) teríamos em Sada: Albardonero, Armero, Boyero, Calero, Carnicero, Casero, Guerrero, Herrero, Lombardero, Ollero, Tabernero, Vaquero, Zapatero…

No mesmo grupo hai que citar os de categoria social ou funcionarial como: Clavero ou Merino, tamém Hidalgo.

No apartado dos fisiognómicos estám: Bellido, Cano, Delgado, Grande e Pequeño, Infante, Gallardo, Lozano, Moreno e Prieto, ou Rubio; como no grupo dos morais: Bueno, Justo, Leal e Manso (todos positivos).

Apelidos familiares som: Abuelo e Nieto, Casado ou Mayor (este por oposiçom a Menor, quando pai e filho levavam igual nome de pia, v.g., Sant’Iago o Maior e Sant’Iago o Menor… sem serem precisamente estes pai e filho).

Apelidos castelhanos de origem na natureza, geográficos: Arroyo, Fuente (coas variantes De la Fuente e Fuentes: nom esqueçamos que estes e mais os toponímicos todos, em princípio, levarom diante a preposiçom DE ou bem as contracçons DA, DO, DAS, DOS, se galegos, ou as correspondentes castelhanas), Peña, Sierra… ou apelativos procedentes de obra humana sobre essa natureza: Cabañas, Calleja e Callejón, Camino e Carrera, Castillo (e Del Castillo), Puente e Lapuente (remitimos ao dito em riba a respecto ao duplo sexo de Valle), Latorre, Lagares… como Pradera, Vega… Allende indicando o de mais alá, tamém com referência geográfica ou paisagística (galego: Além/Alende).

Botánicos som apelidos castelhanos de Sada como: Carbajal, Carrascal e Carrasco, Encina e Encinas, Juncal e Juncosa, Larrosa (La Rosa), Morales, Rebollar e Robledo (estes dous denominandoconjuntos de robles)… se cadra algum deles tamém topónimo.

Finalmente, zoológicos temos: Borrego, Cabrera, Carnero, Cordero, Gavilán, Lobera… e o conjuncional Aguilera.


COLOFOM LUGRISIANO

Concentrado na marinha oleirense desde meiados do século XVII, reputamos británico o apelido Lugrís (tamém escrito Logrís), por se parecer ao topónimo céltico Lough Rea, fazendo referência ao “lago Rea” ou lago gris irlandês que dá nome à cidade situada na sua ribeira.


Deixamos os apelidos propriamente nossos que se dam em Sada para umha terça parte destas improvisadas incursons… rogando-lhe a qualquer leitor afectado por elas, dirigir-se à direcçom de Areal para aportar críticas e novos conhecimentos que todos agradeceremos, nós os primeiros.

De Montevidéu para Sada, janeiro de 2014.


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